cutuco.

Um final de semana realmente histórico.

A lua estava realmente linda como previu os sites um dia antes, a poesia era linda, as vozes e as conversas sobre um passado não distante, mas que criou histórias e pessoas. A casa é nova e linda, mas tem o cheiro da minha infância e o mesmo amor de quando eu tinha apenas 10 anos. A cerveja estava gelada, mas continuo sendo a mais nova das quatro.

Dividimos histórias, problemas, sonhos, conquistas, bordões, besteiras e o mesmo quarto. Entendi que a gente vai em frente, sua, rala, batalha, cai, tropeça, escorrega, muda a direção, se perde no tempo, esquece o rumo. Durante a vida, os sonhos vão mudando. Só não podemos desistir, nunca.

Dos amores, não falei, não tive coragem de falar dos meus fracassos na área. Quem sabe na próxima, quem sabe. Ou não, vai saber se no meio do caminho eu não encontro o príncipe de barbas para esquecer as vontades de matar amores e passar sabores.

Que amar é isso: “é sempre amor, mesmo que mude, é sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou”. É isso, os primos são irmãos, irmão de sangue, de alma, de olhar, de carinho, amor, amizade. São aqueles que deixamos de ver durante 10 anos, mas quando o encontro acontece é intenso e verdadeiro, porque é sempre amor, sempre.

O passado te mostra o quanto as pessoas mudaram e isso é eternamente bom. Mostra o gosto das conquistas do presente e te faz acreditar no futuro. Te faz sentir muita saudade das brincadeiras de crianças, da vida que não tinha horário, reunião, contas e final de semana de trabalho…

Enfim, dias incríveis. Estarei aqui torcendo, rezando, lembrando, sorrindo de longe e cutucando vocês. Afinal, irmão ou irmã temos que amar incondicionalmente, certo?

E sentir saudade é bom…

anseios e angústias de um passado, que passou…

E 2012, finalmente, começou!

Lembrei dessa foto e pensei no que passou, nessa época, nos meninos, o que eles são hoje, o que foram, o que significaram…

Pensei no meu irmão, pois foi ele que me deixou aqui como em uma cena de filme, que depois de uma briga um dos dois se vai e deixa o outro no meio da calçada sem palavras e sem ação. Ele foi e não me deixou falar, não me deixou ouvir mais e nem disse o que queria dizer. Ainda não entendo e há de existir uma explicação lógica para esse lance de perder pessoas, mas se não houver nunca vou entender e aceitar…

Não há de existir outro sorriso, outro olhar ou outra voz rouca como aquela, não há…

Do passado? Não tenho o que reclamar, mas só tenho anseios e angustias de um passado que já passou…

Título (opcional)

Me fez pensar…

Domingo, 6, estava eu lendo o capítulo de número 65 do livro do Lobão – 50 anos a mil. De repente me pus a chorar…
Mas chorar demasiadamente, como fiz em outros capítulos do mesmo livro, mas esse em especial mexeu comigo…
Acho que depois deste capítulo a minha cabeça mudou um pouco e comecei a me deparar com uma saudade que nunca tinha reparado que sempre tive, a saudade de um homem, que diferente do autor Lobão, que eu não conheci, o meu pai…
Mas senti uma saudade profunda e doida. Senti que com ele muitas coisas teriam e seriam diferentes e na hora da dor como agora eu teria alguém para ligar e compartilhar a tristeza. A dor de estar tão sozinha sempre como acho que ele também foi…
Não sei nada dele, nada…Não sei se gostava de café, como eu gosto, não sei se assistia filmes bons, como eu um dia vou aprender a assistir…
Se ele estivesse aqui me ajudaria a entender, por que as coisas são tão difíceis as vezes. Eu iria sentir o cheiro dele e ele o meu. Sairíamos juntos para entender a cidade…
E hoje eu não estaria sentindo esse vazio, essa solidão, mas e se ela não gostasse de mim?
Pena não poder me despedir dele…
“fiz dele razão pra se perder, no abismo que é pensar e sentir…” – Los Hermanos