anseios e angústias de um passado, que passou…

E 2012, finalmente, começou!

Lembrei dessa foto e pensei no que passou, nessa época, nos meninos, o que eles são hoje, o que foram, o que significaram…

Pensei no meu irmão, pois foi ele que me deixou aqui como em uma cena de filme, que depois de uma briga um dos dois se vai e deixa o outro no meio da calçada sem palavras e sem ação. Ele foi e não me deixou falar, não me deixou ouvir mais e nem disse o que queria dizer. Ainda não entendo e há de existir uma explicação lógica para esse lance de perder pessoas, mas se não houver nunca vou entender e aceitar…

Não há de existir outro sorriso, outro olhar ou outra voz rouca como aquela, não há…

Do passado? Não tenho o que reclamar, mas só tenho anseios e angustias de um passado que já passou…

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Me fez pensar…

Domingo, 6, estava eu lendo o capítulo de número 65 do livro do Lobão – 50 anos a mil. De repente me pus a chorar…
Mas chorar demasiadamente, como fiz em outros capítulos do mesmo livro, mas esse em especial mexeu comigo…
Acho que depois deste capítulo a minha cabeça mudou um pouco e comecei a me deparar com uma saudade que nunca tinha reparado que sempre tive, a saudade de um homem, que diferente do autor Lobão, que eu não conheci, o meu pai…
Mas senti uma saudade profunda e doida. Senti que com ele muitas coisas teriam e seriam diferentes e na hora da dor como agora eu teria alguém para ligar e compartilhar a tristeza. A dor de estar tão sozinha sempre como acho que ele também foi…
Não sei nada dele, nada…Não sei se gostava de café, como eu gosto, não sei se assistia filmes bons, como eu um dia vou aprender a assistir…
Se ele estivesse aqui me ajudaria a entender, por que as coisas são tão difíceis as vezes. Eu iria sentir o cheiro dele e ele o meu. Sairíamos juntos para entender a cidade…
E hoje eu não estaria sentindo esse vazio, essa solidão, mas e se ela não gostasse de mim?
Pena não poder me despedir dele…
“fiz dele razão pra se perder, no abismo que é pensar e sentir…” – Los Hermanos

Amigo imaginário!

Depois dos ocorridos dos últimos dias, sim, eu deveria ter ficado com meu amigo imaginário, não entendi o por que de trocá-lo por um amigo de verdade…

Ele me entendia e me apoiava, não gritava comigo, me ouvia, estava comigo nas noites de solidão e quando eu chorava eu sabia que ele estava lá mesmo em silêncio, aliás, acho que era isso que me fez gostar mais do meu amigo imaginário…

Ahh meu deus, o silêncio, o não ouvir “Você está errado”, o não deixar a pessoa trilhar a sua vida sem você lá…

Meu amigo imaginário me deixava viver, não dizia que meu barbudo é o cara errado, não me dava conselhos tortos, não me esquecia no final de semana, não não não!!!!!

Ele sempre estava lá, mesmo nas horas que eu não me importava com ele…

Ninguém nunca acreditou que eu tinha um, achavam que estava ficando maluca, mas por que se importar agora? para que acreditar em mim, nada disso vai me ajudar…

Mesmo assim, olhando as fotos ainda acredito que tenha acontecido momentos melhores com meu amigo real, e sinto falta dele…

Mesmo ele não sendo mais o mesmo…

#quefaseamigos