Carta escrita com caneta Bic!

Fazia um tempo que eu não escrevia cartas, sabe cartas mesmo, daquelas que escrevemos com caneta bic e em folha de caderno, saca? Tava com saudade disso, apesar da minha pouco idade eu escrevia cartas. E foi isso que me aconteceu por esses dias, uma amiga que conheci aos 5 anos de idade que eu não vejo há, pelo menos, 10 anos me escreveu uma. E tive o enorme prazer em responder e agora coloco por aqui…

Querida Pâmela,

Nem acredito que me escreve essa carta, claro, que fico logo imaginando você me mandando um e-mail, um torpedo, um tweet ou qualquer coisa do mundo moderno, que aos poucos envelhesse.

Como andas? Já casou?

Vou falar a verdade faz tanto tempo que não te vejo que me esqueci de como você é menina…rs. Por esses dias estava vendo fotos velhas, nos vestidas de flor e de caipira na escola, cara que legal isso, acredite nem achei ridículo.

Todas as coisas estão, aparentemente, andando do jeito que deveria ser ou pelo mesmo pensamos assim…

No trabalho as coisas andam agitadas e tudo mais, isso é bom, antes de tudo na minha quero ser alguém profissionalmente, sério. Não penso em casar, ter filhos agora, nem sei se vou querer isso realmente, sério.

Meu trabalho é sensacional e faço o que gosto e com gosto, mesmo. Sabe aquele lance de ter filho, escrever livro e tals? Minhas únicas vontades são a de salvar o mundo, escrever um livro de auto-ajuda para a minha pessoa…rs, plantar árvores e mais um monte de coisa, mas ter família para almoçar no domingo definitivamente não é minha cara.

No amor não dou sorte, e olha que nem é discurso de gente louca, não dou mesmo, só escolho os caras errados, isso quando eles me escolhem e me fazem sair correndo de medo de assassinato…rs

Tantas e tantas coisas aconteceram, mas tantas, minha vida, minha casa, meus amigos e afins, tudo mudou ou quase tudo, né?

Então, acho que é isso por agora. Vamos nos falando, acho bem legal essa conversa por carta, afinal, ficamos as duas na expectativa de chegar e ver a resposta e os comentários.

Poxa, saudade mesmo de você cara de concha, veja me visitar qualquer dia, saimos e sentamos naquele velho banquinho onde a vida passava tão devagar…

beijos e saudades da velha amiga, que sim, está ficando velha e gagá…

Maricota

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